As obras de drenagem da BR-316, executadas pelo Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), entre os km 4,5 e 5,5 sentido Belém/Marituba, seguem em ritmo acelerado e estão avançando acima do previsto para os primeiros dias de intervenção. O desvio de carros para as pistas de concreto do BRT está ativo desde o dia 10 de novembro, quando foi iniciado o isolamento das duas faixas de asfalto para início das obras neste primeiro trecho. 

“Nesses primeiros cinco dias já foram avançados 44 metros. Estamos aproveitando esses dias de sol, que está nos ajudando a progredir com avanço acima do que estava previsto”, explica o diretor geral do NGTM, o engenheiro Eduardo Ribeiro.

Para viabilizar as obras de drenagem na pista, foi feito um desvio antes da Rua Celestino Rocha. Carros de passeio e motos devem entrar pelo desvio para acessarem as duas pistas de concreto do futuro BRT. Veículos pesados devem se manter na faixa aberta na BR. Pedestres e ciclistas devem transitar no trecho em uma faixa exclusiva na calçada. O acesso aos estabelecimentos da área é assegurado. 

Desde que o desvio foi aberto, iniciou também o lançamento da tubulação da drenagem longitudinal da BR-316. O diretor explica as fases da obra: “Primeiramente temos que demolir o pavimento asfáltico. Cravar as estacas de contenção do terreno, devido às grandes profundidades da escavação. Depois das estacas cravadas, se faz a escavação entre as duas linhas de estaca. Quando atingimos a cota de fundo da vala, se faz o ‘beiço’ e assenta o tubo. Após o tubo assentado, se reaterra a vala, por camadas”, detalha Ribeiro.

As obras de drenagem são essenciais para resolver os problemas de alagamentos na pista e bacias no entorno da via. A mudança no trânsito é necessária para que seja executada a drenagem prevista no projeto de requalificação da BR-316.  Equipes do Departamento de Trânsito (Detran/PA) e a Polícia Militar (PM) estão orientando condutores e transeuntes na operação, que deve durar 90 dias neste trecho.

“A BR que transitamos hoje, onde estão sendo executadas as obras, foi implantada há cerca de 40 anos, época em que a ocupação às margens da rodovia tinha uma densidade populacional muito menor do que a atual, possibilitando que as águas de chuva infiltrassem no solo. Atualmente, isso não ocorre, devido à impermeabilização do solo, ocasionando alagamentos frequentes com chuvas mais intensas, por isso, a importância de um bom sistema de drenagem, que está sendo executado na obra”, explica Ribeiro.

Quando concluída toda a obra de requalificação, a rodovia vai contar com três faixas de asfalto para tráfego, duas faixas de concreto para os veículos do BRT, 13 estações de passageiros, 13 passarelas, ciclovia, calçada, nova iluminação, além de 2 terminais de integração, 4 passagens inferiores (túneis), um viaduto, o que vai possibilitar o transporte mais rápido, confortável e seguro para moradores dos municípios de Belém, Ananindeua e Marituba. Ao iniciar a operação dos ônibus do BRT, haverá melhoria da qualidade de vida da população da Região Metropolitana de Belém.

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