Corredor de transporte estratégico, a nova rodovia do Tapanã, em Belém, foi entregue em 25 de outubro de 2020, e está prestes a completar um ano. São quase 5 km de via com um novo sistema de drenagem, duplicação de pista, além de pavimentação, calçada com acessibilidade e ciclofaixa, luminárias e sinalização vertical e horizontal.
 
As obras impactaram de modo positivo na melhoria da mobilidade urbana da capital paraense, interligando a avenida Augusto Montenegro e a rodovia Arthur Bernardes e contribuindo para desafogar o tráfego em vias secundárias.
 
Marcelo Rodrigues mora no Tapanã há 15 anos e lembra que em boa parte desse período a locomoção para entrar e sair de casa era muito difícil. “Antigamente a rodovia era cheia de buracos, não era duplicada e não tinha muita sinalização. Fora isso, não tinha ciclovia, faixa de pedestre. Como não era duplicada, o trânsito era muito intenso para ambos os lados, tinha que ter muito cuidado. Já vi casos de pessoas atropeladas, para ir à escola tinha que ir pela Rodovia. Logo de manhã passava muito ônibus, as pessoas saindo para o trabalho de carro”, conta o acadêmico de Meteorologia.
 
Em cerca de um ano, após a entrega da via, a qualidade do serviço se mantém, sobretudo porque ela foi preparada para receber o trânsito intenso de veículos pesados. “A rodovia está muito melhor do que antes, com uma qualidade enorme, mesmo com trânsito intenso tem pouco desgaste. A duplicação foi muito boa porque melhorou o trânsito, a sinalização deixou o trânsito mais fluido. Agora corremos menos riscos por causa das faixas e da sinalização toda”, avalia o morador.
 
As obras foram executadas pelo Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM) levando em consideração também a demanda de fluxo para a área portuária da rodovia Arthur Bernardes. "A Rodovia do Tapanã complementa uma interligação de dois eixos viários importantes em Belém, com repercussão para a região metropolitana, que é a interligação entre a Augusto Montenegro e a Arthur Bernardes e ao longo desse um ano isso trouxe uma significativa melhora na questão da mobilidade na região. É claro que ainda precisamos concluir a Yamada, atual Padre Bruno, que vem a complementar com outro importante eixo, que é a Independência e assim então completar essa melhoria da mobilidade em Belém”, pontua Eduardo Ribeiro, diretor-geral do NGTM.
 
 
Para Felipe de Oliveira Pinheiro o dia a dia foi facilitado, como conta o estudante da Escola Estadual Padre Francisco Berton. “Venho todos os dias por aqui para ir e voltar da escola. Melhorou muito com o asfalto, antes tinha buraco, melhorou até a segurança”, avalia o aluno.
 
A opinião é compartilhada por Amanda Almeida, que também mora no bairro há mais de 20 anos. “Antes não dava nem para andar direito de bicicleta por aqui porque era muita lama. Só um lado (da rua) funcionava, o outro era só mato e pedras. Podemos caminhar pela calçada tranquilamente sem se preocupar se vem algum carro. Tem as faixas de pedestres que podemos atravessar com calma”, afirma a ciclista. 
 
 
A pista foi duplicada e foram feitos serviços de drenagem, terraplanagem e pavimentação. A calçada foi construída com acessibilidade e também foram feitos ciclofaixa, parque infantil, um novo paisagismo, foram instaladas novas luminárias e sinalização vertical e horizontal. Houve cerca de 35 desapropriações, conciliadas no âmbito administrativo, sem nenhuma intercorrência judicial, além do remanejamento de 84 postes para a implantação da nova rede elétrica.
 
Fonte: Agência Pará

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