Diálogo e sensibilidade. É dessa forma que o Governo do Pará, por meio do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), tem trabalhado junto à população para o avanço das obras na avenida Padre Bruno Secchi (antiga rua Yamada), em Belém. A via, que passa por requalificação ao longo de quatro quilômetros, será duplicada desde a avenida Centenário até a rodovia Tapanã. Para que isso ocorra e beneficie em torno de 500 mil pessoas da região, algumas interferências como retiradas de postes e demolição de imóveis, total ou parcial, precisam ser feitas.

“A requalificação da avenida Padre Bruno é uma importante obra de infraestrutura para o município de Belém visando a melhoria da mobilidade urbana, incluindo drenagem, terraplenagem, pavimentação e urbanização/iluminação pública”, destaca o engenheiro Eduardo Ribeiro, diretor geral do NGTM.

De acordo com o titular do Núcleo, o Governo instalou, no canteiro de obras, a sala de negociações facilitando o acesso da população local com o Estado no sentido de criar diálogo por meio da assessoria jurídica. “Isso possibilitou um entendimento mais célere e de maior transparência com todas as questões abordadas com os proprietários dos imóveis atingidos”. “Temos avançado com número considerado de mais de 70% já negociado sem que nenhum caso fosse judicializado. Esperamos continuar dessa forma para que o Governo possa entregar a obra conforme o cronograma esperado”, afirma Ribeiro.

São previstos a liberação de 130 imóveis, cerca de 100 já foram negociados com os proprietários. “Pela relação de diálogo desse governo com a população, as famílias têm se mostrado bem receptivas. E, como mexe com famílias que moram há anos, a gente faz de tudo para que a avaliação seja justa a fim de que aquele proprietário tenha condições de comprar outro imóvel no mesmo porte às proximidades”, afirma Huascar Angelim, assessor jurídico do NGTM.

Segundo ele, o trabalho jurídico e social diretamente com as famílias foi retomado no início da atual gestão, em 2019, e visa esclarecer a importância da obra, as intervenções e a necessidade da retirada do imóvel. A negociação junto às famílias ocorre de forma individual e é avaliada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop) – órgão competente - conforme a particularidade de cada uma, levando em consideração a documentação e as benfeitorias no imóvel. “Temos a certeza que é uma obra que trará um benefício enorme, tanto para a comunidade residente no entorno, como também para quem trafega todos os dias entre Belém e Icoaraci”, garante Angelim.

A aposentada Ocília Castro, de 82 anos, mora há mais de 30 anos na avenida Padre Bruno. Parte da frente da casa dela precisou ser retirada para o avanço da obra que ela já aprova. “Quando eu vim morar aqui, isso aqui era só mato, depois abriram a estrada e era só buraco cheio d’água, mas agora ‘tá’ uma maravilha, agradeço muito a Deus”, diz. 

Na rodovia Tapanã, que possui o mesmo conceito de requalificação, entregue em outubro do ano passado, foram retirados 34 imóveis, todos parciais, sem nenhum caso judicializado. Com isso, as famílias atingidas usufruem da nova via. “Não precisei sair do meu imóvel e, com a obra terminada, valorizou muito o meu comércio e até mesmo a minha casa. Agora é outra vida. Tudo o que foi prometido, foi cumprido”, comenta Viviane Lima, de 26 anos, dona de padaria. 

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